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  • Foto do escritorVirgínia Muniz

#ConexõesBH-TEC: Conheça a história da Trashin

Atualizado: 28 de set. de 2023


Etapa de separação dos resíduos coletados
Trashin: trilhando o caminho da sustentabilidade com a gestão de resíduos | Arquivo/Trashin

Uma solução desenvolvida para uma competição internacional que se tornou na startup focada em sustentabilidade número 1 no Ranking da 100 Open Startups. Conheça agora a história da Trashin, cleantech gaúcha responsável pela criação de um sistema de gestão adequada de resíduos, através da tecnologia.


A empresa é uma das participantes do Conexões BH-TEC, programa inédito de pós-aceleração do Parque Tecnológico focado em startups com alto nível de maturidade.


Confira abaixo a reportagem especial sobre a startup e aqui para ler sobre as outras participantes.


O ano era 2012…


Há 11 anos, em Limoges, na França, era realizado o Webdesing International Festival, ou WIF2012, um festival cujo objetivo era promover encontro e intercâmbios entre profissionais das áreas de agências web, programadores, designers, editores de software e grandes marcas de TI.


O festival era marcado pela disputa de 40 equipes pré-selecionadas internacionalmente - e a fase final do desafio em Limoges: uma maratona de 24 horas, durante a qual deveriam criar um site sobre um tema proposto. O tema do ano: Sustentabilidade e Tecnologia.


E onde entra a Trashin nisso tudo?

A ideia de um desafio internacional se tornou um negócio | Arquivo/Trashin

“Em 2010, nós tínhamos a nossa própria agência de marketing digital. E, no meio dessa jornada com a agência, decidimos participar em 2012 do hackathon na França, que pedia para conectar ideias de sustentabilidade com tecnologia”, conta Sérgio Finger, fundador da Trashin.


“Na época, trabalhávamos com toda essa parte de conteúdo digital e a gente pensou em uma plataforma onde o usuário pudesse trocar, pudesse pegar os seus resíduos, levar até algum local e isso seria convertido em uma moeda. Essa moeda poderia ser usada nesse e-commerce, com produtos sustentáveis”, complementa o fundador.


A ideia foi um sucesso, exaltada durante o festival, e figurou entre entre os finalistas de Limoges.


Naquele momento, já estava claro: era muito mais do que uma plataforma para apenas concorrer a um hackathon.


Cabeça fervilhando na volta para o Brasil: novo caminho à vista?

Sérgio Finger, CEO e um dos fundadores da Trashin | Arquivo/Trashin

A viagem da França para o Brasil foi recheada com a cabeça a mil. Como fazer aquela ideia sair do papel? Como construir um plano para iniciar um novo negócio, praticamente do zero?


Os meses seguintes foram de muitas tentativas - e também frustrações. As dificuldades e os trabalhos da agência de marketing digital fizeram com que a plataforma finalista do WIF2012 ficasse guardada.


Mas…


Em 2018, aquela chama reapareceu! O responsável por dar um gás nessa retomada foi um edital aberto pelo Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS).


“Eu comecei a trazer de volta a ideia da Trashin em 2017. Durante a minha segunda faculdade, comecei a testar, modelar algumas coisas, a tornar um negócio mais interessante. E aí, um ano depois, fizemos a inscrição nesse edital do IFRS, que também era de sustentabilidade e tecnologia, para ver como funcionava esse modelo de startup”, relembra Sérgio.


E aí a vida de todos eles mudariam pra sempre.


“A partir desse momento que a gente começou a testar a Trashin e começou a ter muito interesse do mercado pelo produto”, conta Sérgio, que também é administrador.


A solução do presente para um futuro

Gestão de resíduos alinhada à tecnologia | Arquivo/Trashin

No processo de gestão de resíduos - seja ele de qualquer origem: industriais, de mineração, sociais, como esgotos etc. -, uma etapa muito importante é a destinação daquele material. Para onde ele será encaminhado para ser descartado de maneira correta, ou, em alguns casos, retornar como um novo produto para a sociedade.


Rafael Dutra, diretor comercial da Trashin | Arquivo/Trashin

“O reaproveitamento de matérias é fundamental para a economia e também para a preservação dos recursos naturais. Isso que a Trashin queria levar para cada vez mais empresas”, detalha Rafael Dutra, CSO (diretor comercial, em português) da Trashin.


E aí os empreendedores encontraram mais um desafio no mercado: a identificação de quais eram os resíduos coletados para, assim, destiná-los ao descarte correto.


“Quando fundamos a Trashin, a gente tinha a ideia de trabalhar com as informações, com os dados, tentar rastrear todas as informações desta cadeia da reciclagem. E a gente viu que teria muita dificuldade se a gente também não entrasse na operação”, diz o CEO da empresa, Sérgio Finger.



“Não tinha como extrair esses dados porque não tinha quem operasse, quem passasse essas informações para montar todo o sistema. As prestadoras que coletavam os materiais não tinham um modelo que pudesse extrair as informações como a gente precisava, no detalhe, o tipo de material, qual a fonte geradora específica de cada material”, lista o fundador da Trashin.


“Eles centralizam tudo e tratavam como um dado único: o volume total coletado e destinado. A gente não sabia da fonte geradora, o que estava sendo gerado de resíduo”.


Um serviço de ponta a ponta!


Desafios conhecidos, modelo definido! A startup, então, exerceria o serviço que vai desde educar os geradores, ou seja, quem gera os resíduos, e acompanhar a coleta; a identificar e dar a destinação correta desses materiais - para onde eles iriam e como seriam usados, capacitando também quem recebe e realiza, de fato, a reciclagem.


Ao todo, três etapas: geração, coleta e destinação.


Etapa de separação dos resíduos coletados | Arquivo/Trashin

“Dentro do gerador de resíduo, a gente faz toda a parte de treinamento, a parte de sinalização e a parte de capacitação para que o descarte seja feito adequadamente - e, assim, consiga gerar menos resíduo”, explica o CEO.


“A segunda etapa seria como descartar o resíduo. Se tem resíduo gerado, como é que a gente precisa separar isso para que chegue melhor na indústria? Como armazenar, tratar, de maneira que não contamine o material. A gente tem um método de simplificação na separação dos materiais que nós facilitamos para o usuário. Então, a gente tem essa educação focada na experiência de quem usa”, complementa Finger.


E a última etapa?


“Já na coleta, a gente tem uma coleta programada, ajustada à necessidade de cada cliente. Então, definimos qual vai ser a frequência de coleta, quais os resíduos que estão sendo gerados e para onde serão destinados. Desenvolvemos os parceiros que vão receber esses materiais, a gente homologa esses parceiros, promove a capacitação para que eles consigam tratar esse resíduo da melhor forma, conectando com a cadeia de reciclagem, onde nós fazemos toda a rastreabilidade da cadeia através do nosso sistema”.


Com atuação de ponta a ponta em um dos principais gargalos da humanidade - a destinação correta dos resíduos -, a Trashin se tornou uma empresa que materializa todas as preocupações atuais, relacionadas a ESG e sustentabilidade.


O processo de coleta é ajustado à necessidade de cada cliente | Arquivo/Trashin

“Quando a gente se conecta com outras marcas, tenta também levar esse valor, esse propósito, para dentro dos nossos clientes, ajudando a trilhar esse caminho da sustentabilidade, das práticas ESG”, diz Sérgio.


“A gente fala muito do ambiental e social, mas também tem a governança, os indicadores, a transparência, a rastreabilidade. E tudo isso ajuda os nossos clientes a colocar isso nos relatórios deles, a contar essa história da melhor forma”, complementa.


Além de garantir um futuro e contribuir para um discurso conveniente, a destinação correta gera valor para a empresa.

Gustavo Finger, CMO da Trashin | Arquivo/Trashin

“Muitas empresas ainda não enxergam facilmente os benefícios de contar com um processo de logística reversa eficiente no seu setor produtivo. Mas pensar na destinação final do produto e na correção de possíveis erros no ciclo produtivo permitem redução de custos relacionados a áreas como administração, transporte, suporte técnico, controle de qualidade e outros, além de reduzir o uso dos recursos naturais”, diz Gustavo Finger, CMO da Trashin.


Conexões BH-TEC


A Trashin, mesmo tendo apenas cinco anos de fundação, já tem presença em todos os estados do Brasil e Distrito Federal. Quais são, então, os próximos passos?


“Nosso objetivo, agora, é ter uma expansão regional. Somos muito fortes no Sul e em São Paulo e no Rio. Queremos expandir para as outras áreas do Sudeste e outras regiões do Brasil”, afirma Sérgio Finger, CEO e fundador da Trashin.


“Nossa expectativa com o Conexões BH-TEC é justamente essa. Participamos pela credibilidade e pela possibilidade de criar redes de relacionamento com o mercado e, também, se conectar com a universidade. Valorizamos muito toda essa parte de pesquisa e desenvolvimento, porque é isso que cria as novas soluções e novos diferenciais”, finaliza Sérgio Finger, CEO da Trashin.


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