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  • Foto do escritorComunicação BH-TEC

BH-TEC terá a primeira expansão desde a inauguração

Atualizado: 15 de set. de 2023


Estrutura do prédio central do Parque
A nova estrutura vai abrigar a sustentabilidade no BH-TEC | Divulgação/BH-TEC

A primeira expansão após a inauguração do Parque Tecnológico de Belo Horizonte, há mais de uma década, em 2012. Além de representar esse marco, o novo prédio do BH-TEC materializa o compromisso com o futuro, em enfrentar os desafios do século 21: o desenvolvimento sustentável. "A estrutura será toda voltada para a sustentabilidade. Vai abrigar o nosso CIS (Centro de Inteligência em Sustentabilidade), cujas ações já estão a todo vapor; laboratórios; startups ligadas à sustentabilidade; empresas âncoras, ou seja, braços voltados para a temática de grandes empresas; hub; entre outros espaços", lista o CEO do BH-TEC, Marco Crocco.


O prédio terá 2,7 mil metros quadrados e já possui a sustentabilidade no DNA.


"O projeto surge ancorado em uma mobilização com cerca de 30 empresas e instituições que trabalham na área da sustentabilidade. Ainda em 2021, esse grupo apoiou o projeto que receberá o financiamento da Finep neste ano", contextualiza a gerente de Desenvolvimento Institucional do Parque, Cristina Guimarães.


"Esses parceiros vão entrar com a expertise, cada um na sua área, já na construção sustentável do prédio. Por exemplo, vamos contatar o CTNano, um dos centros de tecnologia residentes do BH-TEC, para discutir soluções sustentáveis desenvolvidas por eles e que podem ser aplicadas na implementação do prédio", cita Guimarães.


A Head de Sustentabilidade do Parque, Camila Viana, garante que a construção levará em consideração certificações internacionais. "Um edifício sustentável da forma mais eficiente possível. Considerando, por exemplo, o reuso da água, o uso racional de todos os recursos naturais desde a concepção".


"O atual prédio do BH-TEC respeitou parâmetros de sustentabilidade. O que era um diferencial para a época da inauguração, hoje é um pré-requisito que vamos levar muito a sério", complementa Camila Viana.


Um parque tecnológico na acepção

prédio bh-tec
Novo prédio aumentará a capacidade de residentes do BH-TEC, que atualmente já está 100% ocupado | Amanda Dias/BH-TEC

O novo prédio vai reforçar a missão do BH-TEC como parque tecnológico, tão fortalecida nos últimos três anos, com projetos, programas e eventos para fomentar o ecossistema de inovação e sustentabilidade.


"A estrutura terá aquelas atividades que um parque tecnológico tem por missão própria: gerar startups, gerar melhores empregos, atrair empresas, transformar a estrutura produtiva do seu entorno local e regional", afirma Crocco.


"Através da inovação em sustentabilidade, através da inovação para a sustentabilidade, através da difusão de práticas de gerenciamento e práticas de gestão centradas em sustentabilidade e princípios de ESG, da difusão dessas práticas e também da difusão de negócios de impacto", complementa o CEO do BH-TEC.


O novo prédio terá laboratórios vinculados a grupos de pesquisa e desenvolvimento da UFMG, que prestem serviço à sociedade com soluções tecnológicas para a sustentabilidade, além de estruturas das próprias empresas. A estrutura também será um espaço de networking na área de sustentabilidade, de conexão entre os atores da área de sustentabilidade, de discussão e inclusão da sociedade com a área de sustentabilidade e ESG.


E, ainda, servirá para atender uma demanda represada de empresas e startups que desejam ocupar o BH-TEC, que, atualmente, está com ocupação de 100% da capacidade.


"A missão de um parque tecnológico é transformar a estrutura local, a economia local, por meio do conhecimento gerado em instituições de ensino de alta qualificação. O BH-TEC já faz isso nas áreas de biotecnologia, de TI, de automação industrial. E, agora, dada a emergência desse assunto, resolvemos dar um fôlego maior na área de sustentabilidade", resume Marco Crocco.


CIS: A todo vapor esperando pela casa


Camila Viana, head de sustentabilidade do BH-TEC | Amanda Dias/BH-TEC

O Centro de Inteligência em Sustentabilidade do BH-TEC, o CIS, está aguardando a construção do lar, mas já está vivo - e a todo vapor. O centro foi inaugurado oficialmente em novembro de 2022 como o novo rosto para um dos pilares do Parque: a sustentabilidade.


Em 11 meses, o Centro já realizou - e vem realizando - grandes projetos. Um deles é a coautoria do maior evento da história do BH-TEC, com o I Congresso de Inovação e Sustentabilidade (leia mais abaixo), além dos demais projetos que integram as principais diretrizes do CIS: difusão de práticas ESG, desenvolvimento de novas soluções e formação.


Difusão de práticas ESG


Uma das frentes do CIS é a sustentabilidade corporativa - e o centro atua através de produtos consultivos.


"A gente traz para pequenas e médias empresas esses primeiros passos no entendimento inicial do ESG, de sustentabilidade corporativa, para que essas organizações comecem a ver exemplos e a entender qual o mínimo possível, qual seu nível de maturidade e onde cabe aperfeiçoar", explica a Head de Sustentabilidade do Parque.


Ainda dentro desse pilar, o de difusão de práticas ESG, o CIS realiza workshop ESG, cursos e treinamentos para empresas.

  • Workshops

Workshop gratuito sobre ESG para startups, realizados no CIS 2023 | Amanda Dias/BH-TEC

Um desses workshops promovidos pelo CIS ocorreu justamente durante o CIS 2023.


“Foi pensado e elaborado em parceria com o Laboratório de Direito Ambiental Econômico, o Eco Jus Lab, da UFMG, em que a gente se baseou em análises da interação entre o contexto da inovação e sustentabilidade, com os valores ESG que atualmente estão inseridos no mercado", conta Gabriel Kuriyama, analista de sustentabilidade e inovação do CIS.


“Também organizamos alguns workshops em parceria com outras organizações, como a Plastic IQ, em que fizemos uma discussão inicial sobre o tema de gestão de resíduos e economia circular e a aplicação da ferramenta que identificava desafios e oferece caminhos para diminuir o impacto ambiental de sua produção em embalagens", detalha Gabriel.

  • Congresso de Inovação e Sustentabilidade (CIS)

CIS 2023 reuniu mais de 200 congressistas no BH-TEC | Amanda Dias/BH-TEC

A realização do primeiro congresso já realizado pelo BH-TEC também foi uma importante entrega do centro. Foram dois dias com extensa programação voltada para sustentabilidade.


Além do workshop, o CIS promoveu mesas redondas de bate-papo sobre temáticas da área, palestras, rodada de negócios, feira e uma vitrine sustentável, cujo objetivo foi divulgar as soluções sustentáveis e inovadoras das empresas residentes do Parque e centros de pesquisa.


  • Parceria no Conexões BH-TEC

Outros movimentos, ainda no pilar de difusão, foram realizados através de parcerias - como, por exemplo, com o programa Conexões BH-TEC.


“Participamos das bancas de avaliação de startups sobre os critérios ESG junto ao programa Conexões BH-TEC, no qual atuamos na avaliação do eixo de sustentabilidade das startups, diagnosticando e sugerindo avanços na integração de fatores ESG para o modelo de negócios de cada uma”, pontua o analista Gabriel Kuriyama.


Desenvolvimento de novas soluções


Outra frente do centro é o desenvolvimento de novas soluções sob demanda.


"O CIS trabalha ativamente no desenvolvimento de novas soluções demandadas por empresas, residentes do BH-TEC e parceiros diversos. Por exemplo, participamos no auxílio de construção de propostas para editais. Usamos toda a estrutura do Parque para auxiliar no desenvolvimento sustentável do parceiro", esclarece Camila Viana.


E, ainda nesse pilar, está em desenvolvimento o programa de aceleração que será lançado em 2024.


"Estamos com esse trabalho de mapear e conhecer as startups que desenvolvem soluções sustentáveis. O programa vai acelerar justamente o desenvolvimento dessas iniciativas. Estamos trabalhando com muito cuidado para desenhar um programa inédito", projeta a coordenadora de sustentabilidade do BH-TEC.


Aliás, a inscrição gratuita para o mapeamento de startups com soluções de impacto socioambiental está aberta! Basta clicar aqui.



Formação


A última grande frente do CIS é a formação - as atividades dialogam e perpassam por todos os três pilares.


“Desde o começo, a gente entendeu que o CIS precisaria ter um braço educativo forte. Ao mapear o próprio tema da sustentabilidade e ESG, percebemos que havia uma certa carência de informação, de como esses termos se comunicam - isso para os profissionais, para empresas. Então, entendemos que seria necessário oferecer um serviço consultivo sobre sustentabilidade e ESG”, explica Wallace Carrieri, gestor de projetos de sustentabilidade do CIS.


“A educação é uma parte muito importante porque é algo que vem de base e, com isso, a gente pode atingir já as novas gerações, principalmente essa geração empreendedora . Assim, eles já podem nascer e pensar nos seus negócios - ou pensar os seus negócios de maneira sustentável desde a concepção”, afirma Wallace.


  • TCC Lab

O CIS aderiu ao TCC Lab, um programa criado pelo ENG200, da UFMG, e apadrinhado pelo BH-TEC.


“Oferecemos pelo TCC Lab temas da parte de sustentabilidade e ESG. Entendemos que não adiantava propor temas de maneira isolada, mas que deveríamos criar conexões. Então, alguns temas que estamos orientando no TCC são temas referentes ao nosso espaço, à nossa área verde, à nossa gestão ambiental. É um trabalho em que a gente pode aproveitar essa geração de dados para rever a própria gestão, para orientar a própria gestão de sustentabilidade do Parque”, conta Wallace Carrieri.


  • Jornada Científica de Inovação Sustentável

Primeira edição da Jornada Científica de Inovação Sustentável | Virgínia Muniz/BH-TEC

Em sua primeira edição, o projeto leva educação ambiental para o ensino fundamental e médio.


“A Jornada Científica de Inovação Sustentável vai buscar sempre trabalhar um tema ambiental de relevância para a sociedade. Estamos na primeira edição: o tema escolhido deste ano foi a água, e os alunos têm contato com o fazer científico em todas as etapas, lidar com a água em todas as escalas. Então, desde a questão de o quão a água é vital para a gente, dos sistemas de abastecimento e das análises mesmo”, explica o gestor de projetos.


“Nesta edição, conseguimos abrir alguns laboratórios da UFMG para que os alunos pudessem ter essa experiência de mão na massa, do fazer científico, fazer análise de água em um laboratório, testar alguns resultados. E a gente vai fechar com um evento, uma espécie de seminário, no qual os alunos vão poder comunicar os resultados de suas pesquisas. Mas mais do que isso: comunicar para quem? Não só para a gente, para dentro, mas também para outras escolas, para outros estudantes, para motivá-los", diz Wallace.


  • ECIS & Estudos sobre sustentabilidade e ESG

Equipe do CIS realiza estudo de área para estruturação do ECIS | Gustavo Assis/CIS

“Outra atividade que CIS tem feito, em termos de entrega, é o conhecimento da própria área. Ou seja, isso está em fase de estruturação, mas isso permeia todo o trabalho, motivou todo o trabalho até aqui, que é ter a consciência de que estamos numa área verde, protegida, e que a gente tem que melhorar as condições ambientais dessa área e que as nossas entregas, nossos projetos devem comunicar com isso", conta Wallace.


“Então, temos feito o mapeamento de editais, de parcerias que podem nos ajudar a, por exemplo, construir uma coisa que a gente está chamando de ECIS, que é o Espaço Caminhos da Inovação para a Sustentabilidade. Queremos levar para as pessoas essa área muito interessante que tem no BH-TEC: tem o Córrego do Mergulhão, temos uma lagoa, uma parte da área verde tombada...", diz o gerente de projetos do CIS, Wallace Carrieri.


"E a gente quer poder levar as pessoas para essa área, por meio de uma ação de educação ambiental estruturada, até mesmo para a construção de espaços, trilhas”, complementa.

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